Memória

1901: A exposição estadual

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1901: A exposição estadual
PORTO ALEGRE 250 ANOS:  HISTÓRIA, FOTOGRAFIA E REPRESENTAÇÕES A exposição estadual de 1901 – História Em 24 de fevereiro de 1901 inaugurava-se, no perímetro noroeste do Campo da Redenção (Fig. 1), a Exposição Estadual do Rio Grande do Sul, com sua entrada principal no trecho não duplicado da atual Av. Oswaldo Aranha, e limitado lateralmente pelos atuais início da Av. João Pessoa e final da rua Sarmento Leite,  com confluência no atual Viaduto Imperatriz Leopoldina. Um mega-acontecimento, para celebrar a pujança e o desenvolvimentismo que o governo positivista apregoava estar trazendo ao RGS. Para implementar seu projeto de dinamização da economia estadual os positivistas precisavam, e muito, do aporte de capitais estrangeiros. Das empresas alemãs, que aqui entregavam seus maquinários em consignação para a Bromberg revender ou dos capitais belgas para  construir o ramal ferroviário do Estado. Em termos culturais, todavia, o seu grande paradigma era a France éternelle de Augusto Comte que, em 1889, tinha promovido sua grande Exposição Universal. Com seu pórtico de entrada formado pela Torre Eiffel. Na falta de uma Eiffel, a exposição dos positivistas teve que se contentar com um simulacro: um grande catavento Berta, no centro de seu parque central. Como era uma exposição da “riqueza” estadual, teve de tudo. Produtos agrícolas, industriais, animais de todos os tipo, minerais, vegetais, artesanato, artes plásticas, música, teatro, parque de diversões etc. Com algum espaço para a criatividade. Como foi o caso da cidade de São Luiz Gonzaga, com suas peças da imaginária jesuítica. Se foram cedidas (no condicional porque não sabemos, documentalmente, os termos da transferência) na fórmula do vai e volta, ficou só no primeiro “v”. Para prejuízo do patrimônio histórico são-luizense e ganho do Museu Júlio de Castilhos, onde elas estão até hoje (Fig. 5).  A exposição de 1901 – Representações Dos registros fotográficos da Exposição, destacou-se uma tomada do fotógrafo amador Emilio Silva (Iowa), feita possivelmente da torre da igreja da N.S. da Conceição, e da qual Ignácio Weingartner (P.Alegre, 1845 – Idem, 1908) reproduziu uma litografia (Fig. 2) estampada em largura inteira da primeira página do Correio do Povo (C. POVO, 7/4/1901, p. 1). Na mesma litografia de Ignácio Weingartner, e quase seguramente de sua autoria, foram feitas a capa do Catálogo Geral da Exposição (Fig. 3) e os bilhetes de ingresso para a mesma (Fig. 4). Fazendo parte de sua Comissão Organizadora, na capa de seu Catálogo Ignácio Weingartner soube captar bastante adequadamente o ideário republicano dos positivistas. Uma República provedora da prosperidade, acompanhada dos signos das ciências, das artes e da produtividade, apresentando a Exposição como um cenário onde se podiam constatar os resultados de sua ação governamental, voltada para a Ordem e o Progresso da sociedade. De símbolos também se alimenta um imaginário. Fig. 1 – Mapa da Exposição Estadual de 1901, com o traçado e denominações das ruas da época. In: Revista da Semana (Jornal do Brasil – RJ), n. 51, 5/5/1901, p. 408. Tirado de BN Digital, Rio de Janeiro, RJ. Detalhe do velódromo, numa cidade em […]

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