Reportagem

Reminiscências de um griô

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Reminiscências de um griô Mestre Paraquedas ficou conhecido pela música – estima-se que tenha composto mais de mil sambas (Fotos: Sérgio Valentim)

Aos 84 anos, Mestre Paraquedas transmite a cultura do povo negro em seus sambas e histórias

De sua casa, na base do Morro da Cruz, zona leste de Porto Alegre, Eugênio Silva Alencar, o Mestre Paraquedas, 84 anos, olha para a antena da TV Bandeirantes, no morro da Embratel, e lembra da primeira função que desempenhou profissionalmente. “Fui cenógrafo na tevê. Eu trabalhava fazendo bonecos, mas se eventualmente surgisse alguma dificuldade em outro lugar, eu ajudava a resolver. Aquela antena lá estava só no alumínio, não tinha pintura e eles não arrumavam quem subisse na antena. E como eu não tinha medo de altura, subi. Fui até o bicão por dentro dela e vim descendo fazendo as marcações para a pintura”, recorda. 

Mestre Paraquedas é um legítimo “griô”, como são chamados africanos e afrodescendentes que têm por vocação transmitir a tradição e a cultura de seu povo, através de relatos, conhecimentos, canções e mitos. E usa seus múltiplos talentos para narrar fatos vividos por ele, por amigos e antepassados ao longo do século 20, na capital gaúcha, sua cidade natal. Principalmente a música, arte que o tornou conhecido – a estimativa é de que tenha composto mais de mil sambas, 60 deles para o Carnaval. 

Há três anos recuperando-se de um acidente vascular cerebral, Paraquedas prepara um novo disco e um livro, obras que resgatarão muito de suas memórias. Em sua bagagem, carrega histórias de territórios negros, do Carnaval e da vida boêmia. 

As histórias começam no momento de seu nascimento, no dia 28 de maio de 1937. Na época, seus pais moravam na região do Centro Histórico conhecida como Alto da Bronze, em um trecho das ruas Duque de Caxias, Fernando Machado e General Portinho, no entorno da Praça General Osório.

“Aconteceu uma coisa engraçada. Meus pais moravam perto da praça e só jantavam na Mascarello, uma churrascaria que tinha na Rua Bento Martins. Minha mãe foi barriguda jantar lá e eu nasci dentro da churrascaria”, conta, aos risos.

O segundo lugar que vem à lembrança é o bairro Menino Deus, onde viveu parte de sua infância. Embora a presença negra não tenha chegado a ser majoritária, Paraquedas registra fatos culturais e religiosos que comprovam a influência afrodescendente na região. “Onde hoje é a esquina das ruas Barbedo e Itororó, tinha um centro de cultura Jeje da dona Clotilde, uma negra do Vodu.”

Jeje, no caso, é uma vertente das religiões de matriz africana que cultua os voduns do Reino do Daomé, trazidos para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. A adoração aos voduns (que não deve ser confundida com Voduísmo, associado a bonecas mágicas e feitiços cantados), contudo, não proliferou no Brasil. Com o passar do tempo, seus seguidores acabaram ficando restritos ao Maranhão.

Em relação a religiões, Mestre Paraquedas lembra que o pai, Sizernando Lopes de Alencar, era seguidor daquelas de matriz africana, enquanto a mãe, Augusta Silva de Alencar, era católica.  

“Nós morávamos na (avenida) Getúlio Vargas esquina com a Barbedo. O pai possivelmente era neto de sudanês, gostava de andar de terno branco, chapéu panamá. Uma vez ele foi a pé até o Mont’Serrat (outro reduto negro da época, que fazia parte da região então conhecida como Colônia Africana), a pé, para ir a um batuque. A mãe era carola da igreja do Menino Deus” – ainda na antiga capela, em estilo gótico, inaugurada no Natal de 1853 e demolida nos anos 1970, para dar lugar ao prédio moderno da atual Paróquia Menino Deus.  

Nas décadas de 30 e 40, o pai fazia parte de uma confraria de negros relativamente bem-sucedidos, que se reuniam semanalmente para tratar de assuntos relativos à etnia. Tanto no aspecto cultural, quanto no econômico e no social. “Meu pai se popularizou na cidade, no meio afrodescendente, numa época em que em Porto Alegre não tinha ainda esse rótulo de Movimento Negro, mas já existiam movimentos que não tinham nome, preocupados com os destinos de nossa cultura. Eu sabia do grupo do meu pai e sabia que lá no Mont’Serrat tinha outro movimento.  A patota que se reunia era o pai, que era bombeiro, no tempo que a corporação era da prefeitura, um era delegado de polícia, o primeiro delegado de polícia negro, o outro era médico da Santa Casa e do Posto de Saúde Modelo, o doutor Rufino, o outro era o senhor Adão Assusta Crianças, do qual a última vez em que ouvi falar, ele era presidente do Prontidão (Associação Satélite Prontidão). Foi o primeiro negro dono de táxis em Porto Alegre. Tudo isso fazia parte de um Quilombo. Às quintas-feiras, sempre se reuniam na casa de um. Era um carreteiro, um mocotó, uma feijoada. Os assuntos eram sempre sobre a situação dos negros que estavam em dificuldades financeiras ou com problemas de saúde. Chegava às sete horas da noite, o pai dizia: hoje é lá na casa do Rufino, quer ir junto? Te arruma e vamos.” 

Do Menino Deus, a família mudou-se para o Areal da Baronesa, antigo território negro, famoso reduto de músicos e carnavalescos, hoje reconhecido oficialmente como quilombo urbano, no atual bairro Cidade Baixa. Sua mãe, à época, trabalhava no Estabelecimento Militar de Intendência (EMI), do Exército.    

“A mãe teve que encarar uma situação vista como diferente, por ser uma mulher branca casada com um negro, dentro de uma comunidade negra como era o Areal da Baronesa. Na Rua da Praia, ela cortava os fardamentos para os soldados brasileiros que iam para a Segunda Guerra Mundial. Ensinou as moradoras do Areal a costurar e conseguiu empregá-las no Exército.”

A escola

Os primeiros anos de escola do Mestre Paraquedas seguiam sendo no bairro Menino Deus, em um estabelecimento que, a julgar pelo nome, era destinado preferencialmente a crianças negras. “Estudei no Colégio 13 de Maio, que ficava ali na (rua) Bastian com a Getúlio Vargas. Das 200 crianças que tinha no colégio, só umas três ou quatro eram brancas. O prédio ficava ao lado do então Presídio Feminino. Eu subia no muro na hora do recreio para espiar as presas tomando banho de sol”, conta, aos risos.

Outro colégio marcante para Mestre Paraquedas foi o Inácio Montanha, na avenida João Pessoa, no bairro Santana, que também teve período de identificação como território negro em Porto Alegre. “Ali pelas ruas São Luiz, Leopoldo Bier, São Manoel, e Domingos Crescêncio, foi formada a vila Forno do Lixo, por muitos negros saídos da Colônia Africana. A maioria foi para ali porque trabalhava em atividades relacionadas ao recolhimento do lixo. E o lixo recolhido era levado para o fornão que existia por ali, na (avenida) Princesa Isabel, onde hoje é o Dmae. Eram lixeiros, varredores de rua, cubeiros. Na esquininha, faziam pilhas de cubos, um dia caiu a pilha e estourou.” Quando as casas não tinham ainda sistema de esgoto cloacal, os moradores utilizavam uma espécie de cubo no lugar dos atuais vasos sanitários. Cabia aos cubeiros o serviço de coleta do material.

A música

Da adolescência, Mestre Paraquedas guarda também grandes recordações de sua iniciação no meio musical, por herança paterna. Ele e o pai foram músicos do famoso, e já extinto, Café Natal, localizado nas proximidades do Paço Municipal e do Mercado Público, em uma época sem a chamada música mecânica nas casas noturnas. 

“Os músicos eram muito requisitados. O Correio do Povo anunciava as vagas que tinham nas boates. A American Boate, na Voluntários da Pátria, tinha 16 músicos. O Maipu tinha 10 músicos na orquestra principal e ainda uma orquestra de tango. O Tropical tinha orquestra de samba, e ainda tinha um grupo de mambo. A Rádio Gaúcha tinha orquestra de 32 músicos, a Rádio Difusora, na Sete de Setembro, quase General Câmara, tinha uma orquestra de uns 30.  A Farroupilha tinha orquestra e uns quatro ou cinco grupos musicais. O músico tinha mercado e ganhava dinheiro.”

Para marcar esta época, Mestre Paraquedas compôs um de seus sambas mais conhecidos, que fala ainda de transportes, futebol e outros aspectos marcantes da capital gaúcha, pré e pós- Segunda Guerra Mundial. O título é Relembranças de Porto Alegre.

“Madrugada que hoje é só recordação,
Na calçada, só o orvalho e a saudade que ficou,
Porto Alegre do velho Porto dos Casais,
Hoje com a saudade dos tempos que não voltam mais
Em devaneio, entrei no trenzinho que vem do Cristal
Cantei um samba de breque no Café Natal
Depois peguei o bonde e fui não sei onde
Até ver um joguinho, entre o Renner e o Nacional”

O Carnaval 

O serviço militar foi marcante na vida do Mestre Paraquedas. Inclusive para a inspiração dos criadores de seu apelido. Foram 12 anos no Exército entre o 6º Batalhão de Engenharia, em Porto Alegre, e a Brigada Paraquedista, no Rio de Janeiro.  

“Quando cheguei, já estava esse apelido. Não gosto de apelido, não chamo ninguém por apelido, mas quando não tem volta, não adianta mais resistir.”

Após deixar a carreira militar, ele aprofundou suas relações com o Carnaval, que, na verdade, eram antigas. Surgiram ainda na infância, por influências do pai, que fez parte do bloco Aratimbó, e da mãe, que integrou a tribo carnavalesca As Iracemas, formada só por mulheres. Sua primeira fantasia foi de marinheiro, aos cinco anos. Aos oito, já desenhava alegorias. No início da adolescência, criou uma oca para a tribo carnavalesca Os Caetés, que desfilava com o tema A primeira missa no Brasil. 

“Naquele tempo, o carnaval era na Rua da Praia, na Praça da Alfândega. Os carros (alegóricos) iam de ré no desfile. E num deles tinha uma cruz deitada e a oca. Dentro da oca, o padre e os elementos para a celebração da missa. Na hora da encenação, aqueles que interpretavam Pedro Alvarez Cabral e Pero Vaz de Caminha falavam bem alto, pois tinha só um microfone e as cornetas de reprodução do som. O narrador foi dizendo: em uma terra onde plantando tudo dá, que entre o padre. E nada. Entra o padre, e nada. Foram olhar, o intérprete do padre estava bêbado na oca, com o garrafão de vinho que era da missa. Aí acordaram ele, ele foi até o microfone, pegou, coçou a cabeça e disse: ah, não lembro de nada. Só lembro daquela hora em que o padre toma o vinho. A plateia veio abaixo aos risos.”

Paraquedas foi fundador da tribo carnavalesca Os Comanches, teve participação nos primórdios da academia de Samba Praiana e compôs sambas para diferentes escolas. Mas foi na Academia Samba Puro, da Vila Maria da Conceição, no bairro Partenon, que ele viveu suas maiores emoções.

“Quando retornei a Porto Alegre após deixar o Exército, eu arrumei uma namorada que morava na Maria da Conceição. Aí conheci o Mestre Papai (João Gomes) e o nego Nandi teve a ideia de formar uma banda. Colocamos o nome de Samba Puro. Já tinha uma escola de samba na vila, a Unidos da Maria da Conceição. Mas aconteceu o seguinte: a escola existia havia três anos, mas nunca tinha desfilado. Era só projeto. O Nandi disse ‘este ano vamos colocar a Unidos da Maria da Conceição na rua’. Fomos nos mercadinhos arrecadar os panos das fantasias, os sapatos para a bateria, aí já temos porta-bandeira, porta-estandarte, já temos isso, já temos aquilo. Botamos a escola na rua. A bateria de primeiro mundo, com o comando do Mestre Papai. Aí a bateria desceu da Conceição pela (rua) Guilherme Alves. Quando chegou na esquina com a Bento Gonçalves, atravessou o jipe de um policial com fama de torturador. Pronto. Ficaram só os instrumentos no chão. Os ritmistas sumiram. Saíram tudo correndo. Terminou ali a escola.” 

Mestre Paraquedas recebeu a reportagem em sua casa, na zona leste da Capital (Foto: Sérgio Valentim)

Paralelamente, de acordo com Mestre Papai, a banda Samba Puro estava em alta, sendo muito requisitada para festas. Foi quando resolveram usar o nome do grupo musical em nova escola, criada na Maria da Conceição, que foi batizada de Academia Samba Puro.  O ano era 1984. “Os fundadores fomos eu, o Pitoco, o Mestre Papai, o Boca de Lata, o Alcides.”

Mas nem todas as histórias vividas na Samba Puro foram alegres ou engraçadas. Houve momentos de luto e tristeza, que não deixaram de ser fonte inspiradora para o compositor. “Estávamos fazendo chapéus para a Samba Puro no pátio da Pequena Casa da Criança (ONG criada em 1956 pela Irmã Nely Capuzzo) e aí veio a notícia de que uma namorada que eu e o Mestre Papai tínhamos – sim a gente tinha a mesma namorada – tinha morrido dessa tal de Aids. O Papai sentou e começou a cantarolar: “Você partiu, amor, você partiu, amor, e chorava. Aí eu já emendei: partiu sem me dizer adeus, deixando imensa solidão, e lágrimas nos olhos meus. E fomos compondo o samba Minha Porta-Bandeira”.

“Você partiu amor, 
Partiu sem me dizer adeus, 
Deixando nessa imensa solidão
E lágrimas nos olhos meus,
O meu barraco, amor
Só a saudade de você ficou
Naquele canto ainda está a fantasia
Do Carnaval que passou
Tantos carnavais foi só você meu partner 
Minha porta-bandeira
E o tempo jamais acabou
És a divindade evoluindo na avenida
Minha musa querida,
Que só saudade deixou”

A ditadura

Mestre Paraquedas também teve problemas com a censura. Sambas de cunho político-social lhe causaram transtornos na esteira do período de exceção vivido no país entre 1964 e 1985. No Carnaval de 1989, mesmo após o fim do regime militar, as músicas de carnaval ainda eram submetidas a crivos de órgão de repressão.

“Eu tinha visto uma cena que me marcou muito. Tinha um cidadão na Maria da Conceição que morava no Beco do Tráfico. Mas quando ele foi morar ali, não existia tráfico. E depois, por questões de logística, por ser um beco escondido, de certo, a malandragem pegou o beco para traficar. Mas o seu João já tinha a casinha dele formada ali. Era um negro muito direito mesmo, ele era pedreiro e levava os filhos, desde pequenos, para as obras com ele. E o seu João, numa tarde chuvosa, fria, em que, por certo, não pode trabalhar na obra por causa do tempo ruim, voltou para casa. Eu estava na janela e vi ele voltando com o filhinho quando foi pego pela polícia e colocado na parede. Chovendo, ele e o filho foram revistados. Aí pegaram a pastinha que ele trazia, despejaram tudo no chão e com o pé eles espalhavam para ver se tinha alguma coisa. Só tinha chinelo, calça velha, vianda. Quando viram que não tinha nada viraram as costas e deixaram o seu João e o filho na parede e foram embora. O seu João começou a juntar as coisinhas dele e veio um policial de volta e, olha bem, um policial negro, que arrebentou o seu João a pontapé e a coronhaço, perguntando: por que tu saiu da parede? Aí eu peguei um papel e um lápis e comecei a escrever. Saiu um samba que não deu em nada. Está até hoje guardado.”

“A coisa é bem diferente, vai quem deve 
e quem não deve também
Negro e pobre por certo é marginal
Leva em cana e caga este negro a pau, ai
Mas onde está a liberdade desta tal democracia
Leis que protegem quem tem dinheiro e mordomia
Pobre Zé, não tem direito e valor
Vive reverenciando, o muito obrigado doutor”

Na mesma tarde, Mestre Paraquedas, ainda contagiado pela indignação com o fato ocorrido com o vizinho, compôs um samba para a escola, cuja letra (da qual esqueceu), não foi aprovada pela censura. O motivo foi um verso que dizia “Só pegando no cano (o revólver) se ganha a parada.” 

Por causa da letra, Mestre Paraquedas teve de ir dar explicações em uma sala no edifício Coliseu, na Rua Voluntários da Pátria. Após ter o samba vetado, o compositor foi até a Praça Dom Feliciano, sentou-se em um banco e compôs o samba É morro, é favela, é gueto, é quilombo, que acabou consagrado no Carnaval porto-alegrense.

“No dia que o doutor compreender
Que quem vive lá no Morro
também tem direito a viver
Viver com dignidade, sem opressão sem maldade
Então tudo vai mudar, vai mudar
Eu vou ser tratado como gente por aí
Vou ter casa, comida e um trabalho onde ir
As crianças todo o dia irão à escola estudar
E a velhice ter a condição de descansar, olhe bem
Enquanto este dia não vem
Sou o canto sou a luta sou a voz de quem não tem
É morro, é favela, é gueto, é quilombo
É samba, é quizomba, meu povo
Eu farei do reino da folia
Um tema onde a alegria será real porque a gente está feliz
Vai ser lindo ver a minha escola evoluindo na avenida
No melhor dos carnavais
Vou cantar, vou pular, 
minha escola vem com tudo quando a coisa melhorar
Vou cantar, vou pular, 
Samba Puro vem com tudo quando a coisa melhorar”

Um sonho

Em agosto de 2017, Mestre Paraquedas foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Sua ligação com a arte é tamanha que, quando acometido, assistia a um espetáculo no Teatro Renascença, no Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues. Prontamente socorrido por um integrante da Guarda Municipal, ficou um tempo hospitalizado e ainda se recupera de algumas sequelas. 

Mestre Paraquedas acumula muitas histórias, que espera transmitir não só em forma de música, mas de literatura também. Passado algum tempo em que concedeu esta entrevista, por mensagem, ele revelou: “Irmão, boa tarde. Também o meu grande sonho dourado é fazer um livro que se chamaria Reminiscências, e o tema, dentro do meu corporativismo pela cidade, seria Porto Alegre desde os tempo do Café Natal, Voluntários, Pantaleão Telles, Cabo Rocha, Le Guata, Cabo Júlio, o bonde, a Baroneza, os carnavais, os barracões, a Cabana do Turquinho, Macalé, enfim, pessoas e lances interessantes que aconteciam no dia e na noite da cidade.”

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