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Mais 10 obras da Bienal 12 para ver online

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Mais 10 obras da Bienal 12 para ver online
por Ricardo Romanoff A Bienal 12 segue com suas atividades presenciais suspensas devido à pandemia de Covid-19. Desde março, o evento busca alternativas online – como lives e conteúdos disponíveis no site da mostra – para apresentar obras e refletir sobre “sensibilidades não binárias, fluidas e não normativas”, nas palavras de Andrea Giunta, curadora-geral da mostra, intitulada Feminino(s). Visualidades, Ações e Afetos. Em maio, apresentamos por aqui uma lista de 25 obras em vídeo, fotografia, pintura e desenho que podem ser acessados na plataforma da exposição. Agora reunimos mais 10 trabalhos de artistas que participam da Bienal 12 – novamente priorizando obras que, em boa medida, possam ser apreciadas no meio digital. Clique nos links para visitar as páginas dos artistas no site da 12ª Bienal do Mercosul e conhecer as obras que integram a mostra. 1. Paisagem do corpo Em Landscape (Western Hemisphere) [Paisagem (Hemisfério Ocidental)], a artista Lorraine O’Grady (Boston, EUA, 1934) transforma seu cabelo em paisagem. A partir de diferentes enquadramentos e acompanhado de sons da natureza, o vídeo aborda de forma poética questões relacionadas à subjetividade feminina negra e à história dos negros nas culturas ocidentais. 2. Paisagem revolta A artista La Vaughn Belle (Moriah, Trindade e Tobago, 1974) apresentaria na Bienal 12 uma versão em larga escala da série de desenhos Storm [Tempestade], feitos com carvão sobre papel. Seus trabalhos exploram contravisualidades que desafiam narrativas hegemônicas do colonialismo, como no caso da palmeira caribenha representada na série. 3. Tortura na América Latina Na performance Hielo [Gelo], Alejandra Dorado (Cochabamba, Bolívia, 1969) remete à experiência de uma boliviana que foi obrigada a ficar sentada por 24h em um bloco de gelo, durante o regime do ditador boliviano Hugo Banzer Suárez, na década de 1970. 4. Bordado da dor Mães, esposas e filhas de desaparecidos, executados e presos políticos da ditadura chilena – chamadas de arpilleras por conta da técnica têxtil utilizada em seus bordados – apresentam uma série de peças produzidas durante o regime de Pinochet. Mantidos pelo Museu da Memória e dos Direitos Humanos do Chile, os trabalhos são testemunho das dores e incertezas enfrentadas por essas mulheres que perderam seus familiares. 5. Retratos da violência de gênero Em Algún Día Saldré de Aquí (Femicídios) [Algum Dia Sairei Daqui (Feminicídios], Fátima Pecci Carou (Buenos Aires, 1984) apresenta 150 retratos de mulheres, travestis e pessoas trans argentinas que desapareceram ou foram vítimas de violência. As pinturas têm como base fotografias que, ao serem reproduzidas em outro meio, são modificadas de modo que os olhares interpelam os espectadores. 6. Compromisso feminista contra relações patriarcais “Este documento, ao qual convidamos a aderir, procura criar consciência sobre as formas patriarcais que, como uma membrana invisível, moldam o exercício do poder no mundo da arte.” Assim começa o documento “Compromisso com a prática artística feminista”, criado na Argentina, em 2017, pela Assembleia Permanente de Trabalhadoras da Arte, e apresentado pelo coletivo Nosotras Proponemos. São, ao todo, 37 tópicos, com determinações como “Não sejamos cúmplices de nenhuma forma de violência machista” […]

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