Reportagem

Porto Alegre avança apenas 2,9 quilômetros em ciclovias em 2023

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Porto Alegre avança apenas 2,9 quilômetros em ciclovias em 2023 Porto Alegre inicia 15º ano de seu PDCI com pouco menos de 80 quilômetros de ciclovias | Foto: Gustavo Roth / EPTC

Apesar da expectativa de crescimento, após a aprovação da contratação de um empréstimo para a construção de ciclovias, o ano de 2023 vai terminando com pouco avanço na rede de rotas para bikes em Porto Alegre. Ao longo dos últimos 12 meses, foram apenas 2,9 quilômetros a mais de faixas exclusivas para bicicletas na capital – foram instaladas ciclorrotas na Cidade Baixa, além de uma ciclovia na rua Cruzeiro do Sul e trechos no contorno do Pontal Shopping e no parque Marinha do Brasil. 

Hoje, a malha cicloviária na cidade está em 79,91 quilômetros, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU). A partir deste cenário, para cumprir a promessa de chegar a 100 quilômetros de ciclovias até o fim de seu mandato, que termina em dezembro de 2024, o prefeito Sebastião Melo (MDB) teria de implementar em um só ano o que inaugurou ao longo de seus três primeiros anos de gestão – o que totaliza 21,51 quilômetros. 

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Na segunda-feira, 11 de dezembro, a Câmara Municipal aprovou a contratação de operação de crédito junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para obras de infraestrutura cicloviária de Porto Alegre. O financiamento poderá chegar até a R$ 20 milhões para a construção de ciclovias e bicicletários em 11 terminais de transporte (Restinga, Triângulo, Cairu, Farrapos, Rui Barbosa e Antônio de Carvalho; estações Anchieta, Farrapos, Aeroporto, Mercado e Rodoviária do Trensurb). 

O projeto que propôs a operação de crédito, de autoria da prefeitura, tem como objetivo a implantação de 36,8 quilômetros de ciclovias e ciclorrotas em 29 pontos diferentes – a maioria deles na zona norte. Conforme a SMMU, dos trechos listados, os primeiros a serem executados serão os que possibilitem a conexão com a malha cicloviária já existente e os terminais de transporte ou pólos geradores de tráfego.

“Nossa rede é muito desconexa, isso prejudica o ciclista e diminui a utilização dos espaços e da rede cicloviária”, reconheceu o secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, em entrevista à Matinal no fim de outubro. “Então, esse é nosso objetivo, além de ampliar.”

O investimento previsto pelo projeto em novos trechos das vias para bikes, entretanto, pode acabar prejudicado, porque, a pedido do prefeito Sebastião Melo, parte do recurso também será utilizado para a restauração dos trechos da ciclovia da Ipiranga, que está interditada desde setembro, em razão de danos nos taludes, causados durante a passagem de ciclones. 

O secretário Castro não informou os valores a serem utilizados na Ipiranga, mas afirmou que se trata de uma parte pequena dos recursos: “Temos a questão da ciclovia da Ipiranga, porque Porto Alegre passou por uma situação que não enfrentava desde 1941, então nós precisamos recuperar. Pensamos que parte deste dinheiro possa ser usado na recuperação”, justificou.  

Plano Cicloviário completa 15 anos em 2024

Em 2024, o Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre completará 15 anos desde a sua sanção. O projeto prevê a construção de 495 quilômetros de vias exclusivas para bikes na cidade. 

Comparação entre o proposto pelo PDCI (figura 1) e o de fato implantado (figura 2). Fonte: EPTC 

O mapa com a localização de todos os trechos da rede cicloviária implantada na capital está publicado no Portal de Transparência da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), na página do Observatório de Mobilidade.

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