Revista Parêntese

Parêntese #148: Vergonha

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Parêntese #148: Vergonha

Não tem dia, nesses tempos, sem uma vergonha nova, para a cidade, para o estado gaúcho, para o Brasil, para a humanidade. Esses dias foi o racismo no União, assunto de um texto do José Falero e de uma pensata de Roberto Jardim. No momento em que escrevo estas linhas, uma fala de deputado federal bozozoide sugerindo que alunos das universidades federais de Santa Maria e Pelotas morram, talvez queimados. 

Amanhã tem mais? Terá, certamente. Here, there and everywhere, como naquela canção dos Beatles, mas sem a doçura daquela melodia e as sugestões líricas daquela letra. Não se deixar arrastar para essa lama moral, política e emocional, isso já é um programa mínimo de ação.

Outubro entra na reta final, com a Feira do Livro começando daqui a pouco, e o Carlos Caramez lembrou do marcante livro de poesia de Nei Duclós, chamado justamente Outubro. Fizemos uma pequena entrevista com ele, para lembrar aqueles poemas, ainda tão vivos, que celebravam o outubro que chegava, com a primavera. 

O mesmo outubro motivou o texto da Nubia Silveira, que faz um percurso para pensar sobre os horrores que a política brasileira vê desfilarem a cada geração – Jânio, Collor e o atual ocupante da cadeira foram eleitos, respectivamente, em 1960, 1989 e 2018, com o intervalo reiterado de 29 anos. Isso é exatamente o intervalo que caracteriza uma geração, o tempo entre nascer, crescer e ter filhos de um conjunto grande de pessoas. 

Por quê? Como podemos esquecer assim rápido? Nos falta mais escola, mais jornalismo, mais inteligência, mais instituições democráticas funcionando.

Enquanto isso, usufruímos do silêncio construído pelas lindas fotos de Luiza Dalpiaz, no ensaio desta edição. Da história da Úrsula, a protagonista do folhetim da Ester Mambrini, com seu duro aprendizado na cidade grande. Com um naco da história do Palácio Piratini, contada pelo Arnoldo Doberstein. E com mais um miniconto, o quinto da série de treze, agora escrito por Maura Fischer.

Kathrin Rosenfield traz uma notícia inesperada: a exposição de um globo especialíssimo, concebido por Da Vinci, no começo do século 16 – sim, 500 anos atrás. Leonardo Ortolan conta sua experiência com leitura em presídio, uma forma de ressocialização que tem crescido em importância. E Leo Gerchmann reporta uma experiência inclusiva de forte sentido, em “Cinema para todos”. 

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