Revista Parêntese

Parêntese #97: No caminho eu te explico

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Parêntese #97: No caminho eu te explico

Está bombando no instagram um sujeito engraçado que se apresenta como Dianho. Conhece? O cara do “todo nicolas cagezinho”. Figura. 

Acompanhando um pouco de suas postagens se fica sabendo que ele se chama Fernando, é filho da região rural de Santa Cruz do Sul e teve uma trajetória que já envolveu vício pesado por crack e um ano de cadeia, entre outros feitos de peso. 

Tem uma notável sagacidade de linguagem, para trocadilhos, para nomeações, para inventar termos. Uma inteligência forte que não encontrou curso na escola (ele fala de muito bullying, que o teria levado a abandonar os estudos). Mais uma. 

É dele uma fala que estou aqui citando: “Arrasta pra cima e vem comigo que no caminho eu te explico”.

Explico assim: neste número, acompanhamos a trajetória da Celina Alcântara, atriz e professora de teatro, que superou muitos limites e desafia muitas barreiras com sua inteligência e sensibilidade. A conversa foi feita com sua aluna Caroline Falero, que é sim irmã do nosso editor José Falero. 

A participação do Fernando Seffner neste número é outra prova de coisas compreendidas literalmente no caminho: batendo perna pela cidade, o Fernando, historiador de formação e professor, foi aprendendo a enxergar coisas sensacionais nos singelos nomes de prédios, de lojas, de ruas da cidade. Agora é uma saga colombina, ou colombiana, meio homenagem à data da dita descoberta da América por aquele Cristóvão. O mesmo dia das Crianças, homenageadas no cartum da Grazi.

As fotos são mais uma contribuição do Demétrio Soster, ciclista dedicado ao metiê que está por lançar novo livro. O folhetim alcança seu capítulo 4, com o Caue Fonseca nos apresentando para um momento conhecido por todos nós, escravos dos meios digitais – a perda de referência, a perda de pé, o quase afogamento no curso das horas. 

Enquanto o Arnoldo Doberstein examina as representações da dita Revolução Farroupilha encravadas no imaginário local, Antonio Padeiro oferece o primeiro de cinco capítulos de suas memórias do tempo em que foi porteiro do mitológico Garagem Hermética, a casa noturna que fez época em Porto Alegre.

Dois luxos são o texto do Théo Amon passando em revista a obra do finado George Steiner, um intelectual de finíssimo trato falecido esses tempos, que deixou obra que vale visitar, e o depoimento de Leonardo Antunes, professor de Grego na UFRGS, tradutor e poeta, não necessariamente nesta ordem. 

No caminho eu te explico melhor.

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