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Desapaga POA é o podcast que surge para desapagar os apagados da história de Porto Alegre: negres, indígenas e periferias.

O canal de podcast que surge para desapagar os apagados da história de Porto Alegre: negres, indígenas e periferias.

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Em breve
Este episódio será lançado em
11 de junho
A história de dois dos direitos fundamentais à cidade: do acesso à água potável e ao transporte coletivo, que a partir do crescimento das periferias se transformou no grande carma diário para os trabalhadores. E ainda, o flagrante preconceito da visão elitista que surge nos documentos oficiais e na imprensa dos anos 1950 e 1960, a respeito dos lugares de moradia dos mais pobres, como a Doca das Frutas e o Mato Sampaio.
Neste episódio, os guarani e kaigang nos contam sobre seus respectivos modos de ver o mundo, suas cosmologias e quais suas compreensões sobre o significado da expressão “território”. Vamos procurar saber quem foi Karai Vicente, o guarani que guardava o portão da cidade antiga e a origem dos cartazes com os dizeres “Território Indígena”, espalhados pelo centro histórico de Porto Alegre.
O episódio 5 do Desapaga POA conta a história da Esquina do Zaire e dos territórios negros do centro, onde os encontros de diversos grupos da comunidade negra deram origem ao 20 de novembro, data de Zumbi.
O episódio 5 do Desapaga POA conta a história da Esquina do Zaire e dos territórios negros do centro, onde os encontros de diversos grupos da comunidade negra deram origem ao 20 de novembro, data de Zumbi.
O Episódio 4 apresenta impactos positivos e negativos do Plano Geral de Melhoramentos e Embelezamento que a Intendência de Porto Alegre desenvolveu em 1914 e que influenciou todos os demais planos diretores da cidade, tendo obras ali previstas ainda sendo realizadas em 2021, como as da beira rio. O episódio também coloca luzes em diversas iniciativas de valorização do patrimônio cultural das periferias, como a do Museu das Ilhas, no Bairro Arquipélago, e o projeto Memória dos Bairros.
O Episódio 3 traz a questão indígena, sua diversidade e o contexto que caracterizou o encontro entre colonizadores e as diversas nações de povos originários no Sul, a guerra guaranítica e a fundação de Porto Alegre. Traz também um debate sobre a história da Obirici, uma invenção branca ou uma lenda indígena?
A lenda do escravizado Josino, que teria rogado uma praga que atrasara em cem anos a conclusão da Igreja das Dores. A rotina de enforcamentos que havia em Porto Alegre no século XIX. O papel da Irmandade do Rosário na luta por melhores condições de vida e a demografia negra da cidade nos anos 1800.
Neste episódio, vamos percorrer os perímetros de Porto Alegre nos seus primórdios urbanos; investigar o feminicídio que resultou na lenda de Maria Degolada, no Morro da Conceição, e debater os conceitos discriminatórios de favela e maloca que surgiram para designar o lugar onde os mais pobres foram alojados nas grandes cidades brasileiras.
O DESAPAGA POA é um canal de podcast que surge com o propósito de desapagar a história de negres, indígenas e periferias, às vésperas da cidade completar 250 anos de sua data oficial de fundação. Saiba mais sobre os propósitos do projeto ouvindo o Trailer Editorial.

O que é DESAPAGAMENTO?

O apagamento da contribuição dos afro-brasileiros, dos povos indígenas e dos moradores das nossas periferias no processo de construção da cidade é uma conseqüência do racismo estrutural vigente na sociedade brasileira. Por isso, desapagar o que foi apagado significa descolonizar nosso imaginário, libertá-lo das amarras dos preconceitos, permitir a visibilidade do que nunca deveria ter sido tornado invisível. Representa colocar a contribuição de todos os povos de modo relacional na história, reconhecendo suas diferenças, seus diferentes modos, mas em condição de igualdade perante o respeito e a valorização da sociedade presente e das sociedades futuras.
Desde o aparecimento das "vilas de malocas" em Porto Alegre, na década de 1940, elas foram alvos de estigmas da imprensa e de políticas de remoções do poder público municipal. Nunca houve a intenção de investir em infraestrutura básica para a moradia, ao contrário, o objetivo era removê-las do centro urbano para regiões cada vez mais distantes, nas periferias que estavam em construção na cidade daquela época.
Vinícius Furini
Mestrando em História na UFRGS, bolsista do CNPq e integrante da equipe de pesquisadores do Desapaga Poa
No início da década de 1860, diante da perspectiva da distribuição de água potável - distribuição no sentido de venda - esta foi planejada por chafarizes, a serem instalados em posições estratégicas da cidade. Foram oito pontos escolhidos... E assim vieram sete chafarizes da França, fundidos numa indústria na cidade de Sommevoire e, o oitavo chafariz, instalado na Praça da Matriz, era de mármore, esculpido na região de Carrara, na Itália. Algo não visto à época no Brasil. Estas foram nossas primeiras obras de arte no espaço público, equipamentos dotados de esculturas, estátuas, réplicas de obras do Museu do Louvre e obras também executadas por artistas que trabalhavam para estas fundições...
José Francisco Alves, doutor em História da Arte e autor de "Fontes d'Art no Rio Grande do Sul" (2009)
José Francisco Alves
Doutor em História da Arte e autor de "Fontes d'Art no Rio Grande do Sul" (2009)

Museu de Imagens Desapaga POA

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Este projeto foi selecionado no edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, da Secretaria Estadual da Cultura – SEDAC/RS – e Fundação Marcopolo e é realizado com recursos da Lei 14.017 de 2020 (a Lei Aldir Blanc)