DesapagaPOA

Desapaga POA é o podcast que surge para desapagar os apagados da história de Porto Alegre: negres, indígenas e periferias.

O canal de podcast que surge para desapagar os apagados da história de Porto Alegre: negres, indígenas e periferias.

Ouça o podcast

Em breve
Este episódio será lançado em
2 de julho
A história do carnaval porto-alegrense, dos entrudos, corsos e zé pereiras, passando pelos cordões dos Turunas, Prediletos e Tesouras e por personagens históricos como o Rei Momo Lelé, Lupi e a família Lucena, que trouxe as escolas de samba. Uma linha do tempo da folia até a sofrida transferência dos desfiles para o Porto Seco.
Os conhecimentos acumulados pela arqueologia sobre a presença indígena na região de Porto Alegre e a descoberta do Homem da Vila Nova. Os cronistas e os aldeamentos, contextos e documentos que comprovam a presença da mão de obra indígena na construção econômica da sociedade colonial e a preocupação atual de caciques guarani com os impactos de empreendimentos de mineração de carvão em áreas próximas às suas aldeias.
Neste episódio, as africanidades nas origens negras do carnaval da cidade na figura do Rei Momo Lelé e os territórios do Areal da Baronesa; da Ilhota de Lupicínio e Tesourinha – lembrando a Liga da Canela Preta; e um passeio com pés negros pelo Morro das Sete Pedras de Xangô, na Colônia Africana e Mont Serrat; e depois pelo “Monumento Negro Mercado Público”, indo desde a remoção das quitandeiras da Alfândega para a Praça do Paraíso, em 1820, até o tempo chegar ao Bará e ao Príncipe Custódio
Neste episódio, as africanidades nas origens negras do carnaval da cidade na figura do Rei Momo Lelé e os territórios do Areal da Baronesa; da Ilhota de Lupicínio e Tesourinha – lembrando a Liga da Canela Preta; e um passeio com pés negros pelo Morro das Sete Pedras de Xangô, na Colônia Africana e Mont Serrat; e depois pelo “Monumento Negro Mercado Público”, indo desde a remoção das quitandeiras da Alfândega para a Praça do Paraíso, em 1820, até o tempo chegar ao Bará e ao Príncipe Custódio
A história de dois dos direitos fundamentais à cidade: do acesso à água potável e ao transporte coletivo, que a partir do crescimento das periferias se transformou no grande carma diário para os trabalhadores. E ainda, o flagrante preconceito da visão elitista que surge nos documentos oficiais e na imprensa dos anos 1950 e 1960, a respeito dos lugares de moradia dos mais pobres, como a Doca das Frutas e o Mato Sampaio.
Neste episódio, os guarani e kaigang nos contam sobre seus respectivos modos de ver o mundo, suas cosmologias e quais suas compreensões sobre o significado da expressão “território”. Vamos procurar saber quem foi Karai Vicente, o guarani que guardava o portão da cidade antiga e a origem dos cartazes com os dizeres “Território Indígena”, espalhados pelo centro histórico de Porto Alegre.
O episódio 5 do Desapaga POA conta a história da Esquina do Zaire e dos territórios negros do centro, onde os encontros de diversos grupos da comunidade negra deram origem ao 20 de novembro, data de Zumbi.
O Episódio 4 apresenta impactos positivos e negativos do Plano Geral de Melhoramentos e Embelezamento que a Intendência de Porto Alegre desenvolveu em 1914 e que influenciou todos os demais planos diretores da cidade, tendo obras ali previstas ainda sendo realizadas em 2021, como as da beira rio. O episódio também coloca luzes em diversas iniciativas de valorização do patrimônio cultural das periferias, como a do Museu das Ilhas, no Bairro Arquipélago, e o projeto Memória dos Bairros.
O Episódio 3 traz a questão indígena, sua diversidade e o contexto que caracterizou o encontro entre colonizadores e as diversas nações de povos originários no Sul, a guerra guaranítica e a fundação de Porto Alegre. Traz também um debate sobre a história da Obirici, uma invenção branca ou uma lenda indígena?
A lenda do escravizado Josino, que teria rogado uma praga que atrasara em cem anos a conclusão da Igreja das Dores. A rotina de enforcamentos que havia em Porto Alegre no século XIX. O papel da Irmandade do Rosário na luta por melhores condições de vida e a demografia negra da cidade nos anos 1800.
Neste episódio, vamos percorrer os perímetros de Porto Alegre nos seus primórdios urbanos; investigar o feminicídio que resultou na lenda de Maria Degolada, no Morro da Conceição, e debater os conceitos discriminatórios de favela e maloca que surgiram para designar o lugar onde os mais pobres foram alojados nas grandes cidades brasileiras.
O DESAPAGA POA é um canal de podcast que surge com o propósito de desapagar a história de negres, indígenas e periferias, às vésperas da cidade completar 250 anos de sua data oficial de fundação. Saiba mais sobre os propósitos do projeto ouvindo o Trailer Editorial.

O que é DESAPAGAMENTO?

O apagamento da contribuição dos afro-brasileiros, dos povos indígenas e dos moradores das nossas periferias no processo de construção da cidade é uma conseqüência do racismo estrutural vigente na sociedade brasileira. Por isso, desapagar o que foi apagado significa descolonizar nosso imaginário, libertá-lo das amarras dos preconceitos, permitir a visibilidade do que nunca deveria ter sido tornado invisível. Representa colocar a contribuição de todos os povos de modo relacional na história, reconhecendo suas diferenças, seus diferentes modos, mas em condição de igualdade perante o respeito e a valorização da sociedade presente e das sociedades futuras.
Ilhota, minha favela moderna. Onde a vida na taberna. É das melhores que há Ilhota, arrabalde de enchente. E que nem assim a gente. Pensa em se mudar de lá. Ilhota do casebre de madeira. Da mulata feiticeira. Do caboclo cantador. Ilhota, a tua simplicidade. É que dá felicidade. Para o teu pobre morador. Na tua rua, joga-se em plena esquina. Filho teu não se amofina em sair pro batedor. Nem mesmo a justa vais visitar seus banhados. Pra não serem obrigados a intervir em questões de amor.
(Trecho da canção Ilhota composta por Lupi em referência ao lugar de moradia da sua família)
Lupicínio Rodrigues
Cantor e compositor
... Eu tenho, sim, muita esperança no carnaval de Porto Alegre, apesar de estarmos passando pelo pior momento da história dessa manifestação cultural. O carnaval de Porto Alegre começou a se enfraquecer em 2017, quando houve um rompimento da relação com o poder público, que até então auxiliava as escolas de samba com apoio financeiro e na estruturação do Complexo do Porto Seco… Com a saída do governo Marchezan e a entrada do governo Melo, recuperamos a esperança de diálogo, mas infelizmente ainda não tivemos ações efetivas… O carnaval vive hoje exclusivamente da sua comunidade. Precisamos ter de volta o apoio do poder público porque cultura é um direito e o carnaval, além da contribuição cultural, gera impostos e empregos…
Luana Costa, atual e primeira mulher presidente da Escola de Samba Imperadores
Luana Costa
Atual e primeira mulher presidente da Escola de Samba Imperadores

Museu de Imagens Desapaga POA

vá mais fundo

Desapaga POA é o podcast que surge para desapagar os apagados da história de Porto Alegre: negres, indígenas e periferias.

Músicas utilizadas na trilha sonora do episódio 10

Tribos carnavalescas Guaianazes e Tapuias https://www.youtube.com/watch?v=IQLtr0Hvzp8 Marchinhas anos 30 https://www.youtube.com/watch?v=3zRErmYP854 Academia de Samba Relâmpago – Samba Enredo de 1987 https://www.youtube.com/watch?v=MvUyeUP3Xr0 Imperatriz Dona Leopoldina – Samba

VER +

Depoimentos

Fale com o Desapaga

Mande sua mensagem e retornaremos o mais breve possível

Este projeto foi selecionado no edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, da Secretaria Estadual da Cultura – SEDAC/RS – e Fundação Marcopolo e é realizado com recursos da Lei 14.017 de 2020 (a Lei Aldir Blanc)