Revista Parêntese

Parêntese 45: Gente interessante

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Parêntese 45: Gente interessante

Como tem gente interessante no mundo. Aliás, para ser justo: como tem gente interessante no mundo!

Esta edição carrega vários exemplos. Comecemos com a Laura Peixoto. Escritora, ativista cultural, figura inquieta, dessas que são indispensáveis justamente porque nunca se contentam, ela acaba de lançar um romance que vale muito a pena, Engole esse choro. (Já a frase do título remexe nas entranhas de muitos de nós, certo?) Nosso caríssimo Jandiro Koch a entrevistou, e com isso se revela uma figura de grande qualidade vivendo ali do lado, em Lajeado.

Outro exemplo é o nosso morto a ser chorado, Walter Nique. Um sujeito que fez bem o que tinha que fazer, na escola de Administração da UFRGS e também na política, quando foi secretário estadual, no governo Collares. Nique, que era uma pessoa encantadora e um intelectual agudo, morreu em Madri, onde estava vivendo, vitimado pela nefasta covid-19. Na escala mais próxima, foi o primeiro assinante da Parêntese a perder sua vida para essa praga. (Primeiro e, esperamos, o derradeiro.) Para lembrar dele, dois textos que dão alguma medida da grande pessoa que se foi.

Podemos ir ao texto do Roberto Jardim, o terceiro da série sobre futebol e política que temos publicado. Ali são lembrados caras como Afonsinho, Éric Cantona e Sócrates. Ou no ensaio de fotos de Isadora Corte Real, que dá sempre a figura humana, frágil e poderosa, em contraste ou em diálogo com a paisagem envolvente.

E o que dizer do perfil de Tania Jamardo Faillace, feito pela Gabrielle Toson? Um enigma, talvez, uma figura marcante, por certo, Tania é daquelas escritoras com carreira agora não tão visível, mas que merece atenção e leitura. 

Para quem, como eu, é quase inocente nas artes plásticas, nossa Galeria Breve desta edição é um banquete: Ana Carla de Britto nos conta da vida e da obra de Hipólito Caron, um pintor de paisagens que, desculpada a reiteração, deveria ser mais conhecido. Por que não sabemos desses talentos todos? Que praga bloqueia nossa vista?

Olha o Alisson Affonso, homenageando, em nosso nome, o recém-falecido Quino, que foi embora com a nossa realmente eterna gratidão. Olha a quinta parte da história do absurdo talento do Radamés Gnattali, contada pelo Arthur de Faria. Escuta a história que nos traz o José Falero, sente na tua canela a dor do camarada aquele. Mergulha na trajetória dos personagens que a Julia Dantas oferece em nosso folhetim.

E a Nathallia Protazio dá o tom final, evocando o “Expecto patronum” do Harry Potter para saudar, adivinha quem? Nosso camarada Jeferson Tenório, o patrono de 2020 da nossa invencível Feira do Livro, que já andou pelas páginas virtuais da Parêntese. Feira do Livro, aliás, feita por gente que vale a pena, que faz pela cidade uma ação tão, mas tão boa, que nem dá pra dizer de modo fácil. Mas sempre dá pra guardar no coração como um alento da vida.  

Vai ali e confirma: o que tem de gente interessante…!

Luís Augusto Fischer

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